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Biossegurança aplicada à hemoterapia: Tecnologia que minimiza riscos.

Equipamentos que otimizam o processamento do sangue e derivados

Equipamentos de Processamento e Separação de Componentes do Sangue:

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Centrífuga Hemática

Função: Separar os componentes do sangue (plasma, hemácias, plaquetas) por densidade.

Uso: Muito comum em bancos de sangue e laboratórios clínicos.

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Separadores Celulares Automatizados (Aferese)

Função: Retiram seletivamente componentes específicos (como plasma, plaquetas ou leucócitos) e devolvem o restante ao doador.

Uso: Coleta de plaquetas _ plasmaférese (é um procedimento terapêutico de hemoterapia que remove o plasma sanguíneo para eliminar substâncias deletérias, sendo indicado em doenças autoimunes, neurológicas, hematológicas e outras).

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Processador de Sangue Automatizado

Função: Automatiza o fracionamento do sangue total em componentes.

Vantagens: Evita a contaminação, aumento de produtividade, padronização.

Equipamentos para Análise e Diagnóstico:

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Hematômetros Automáticos (Analisadores Hematológicos)

Função: Contam células sanguíneas (hemácias, leucócitos, plaquetas) e avaliam parâmetros como hemoglobina e hematócrito.

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Coagulômetros

Função: Avaliam a coagulação sanguínea Ex.: Tempo de protrombina - TP, INR (Índice Internacional Normalizado, é um cálculo padronizado baseado no resultado do TP.).

Uso: Monitoramento de pacientes em uso de anticoagulantes.

Equipamentos para Preservação e Armazenamento:

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Refrigeradores e Freezers de Banco de Sangue

Função: Armazenam sangue e componentes em temperaturas controladas.

Exemplo: Freezers a -30°C (plasma), refrigeradores a 4°C (hemácias).

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Agitadores de Plaquetas

Função: Mantêm as plaquetas em constante movimento em temperatura ambiente controlada.

Máquina de Perfusão Extracorpórea

A máquina de perfusão extracorpórea é um equipamento utilizado principalmente em cirurgias cardíacas para manter artificialmente a circulação do sangue e a oxigenação dos tecidos enquanto o coração está temporariamente parado. Também é usada em transplantes e procedimentos de suporte circulatório.

Ela assume temporariamente as funções do coração e dos pulmões, bombeando o sangue, removendo o dióxido de carbono e adicionando oxigênio antes de devolvê-lo ao corpo.

 

Todo o processo é feito em circuito fechado e controlado, respeitando rigorosos padrões de biossegurança para proteger tanto o paciente quanto a equipe de saúde.

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Quem está por trás destas tecnologias?

O desenvolvimento de equipamentos tecnológicos utilizados em laboratórios e hemocentros segue um processo rigoroso, baseado em pesquisa científica, engenharia aplicada e regulamentações sanitárias.

 

Tudo começa com a identificação de uma necessidade clínica ou laboratorial, como melhorar a segurança no manuseio do sangue, automatizar um processo ou garantir maior precisão nos diagnósticos.

A partir daí, uma equipe multidisciplinar formada por biotecnologistas, engenheiros biomédicos, profissionais da saúde e especialistas em regulação atua em conjunto para projetar, prototipar e testar o equipamento.

 

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Os protótipos passam por diversas fases de validação, incluindo testes pré-clínicos, avaliações de desempenho e estudos de segurança biológica.

Após a validação técnica e funcional, o equipamento precisa cumprir exigências de órgãos reguladores, como a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que estabelece normas rigorosas para a fabricação, comercialização e uso de dispositivos médicos no Brasil.

 

Também são seguidas diretrizes internacionais, como as normas ISO 13485 (gestão de qualidade para dispositivos médicos) e Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Somente após cumprir todas essas etapas, o equipamento pode ser aprovado para uso clínico e implementado em ambientes de alta exigência como hemocentros, laboratórios de análises clínicas e unidades hospitalares.

Descontaminação

Esterilização (Autoclave):​

Objetivo: Eliminar todos os microrganismos, incluindo esporos, resultando em um ambiente livre de vida microbiana.

Método: Uso de calor úmido sob pressão (vapor) em altas temperaturas.

Embalagens: A esterilização geralmente envolve a embalagem dos materiais para manter a esterilidade.

Exemplo: Esterilização de instrumentais cirúrgicos em hospitais.

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Desinfecção:

Objetivo: Reduzir a carga microbiana em uma superfície ou objeto, mas não necessariamente eliminando todos os microrganismos.

 

Método: Uso de produtos químicos (desinfetantes) ou calor, mas em temperaturas menos extremas que a esterilização.

 

Exemplo: Desinfecção de mesas e bancadas em hospitais ou em ambientes domésticos.

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Assepsia e Antissepsia

Assepsia é o conjunto de práticas que evitam a entrada de microrganismos em ambientes, materiais ou pessoas, prevenindo infecções. Envolve, por exemplo, a esterilização de instrumentos e o uso de luvas estéreis.

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Antissepsia é a aplicação de substâncias antissépticas na pele ou mucosas para eliminar ou reduzir microrganismos presentes, como no uso de álcool 70% antes de uma punção venosa.

 

Ambas são fundamentais para a biossegurança em procedimentos de saúde.

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